sexta-feira, 13 de junho de 2014

Reflexão para Sexta-feira 13 de junho!

Superstição
Imagine um gato preto, uma coruja no telhado, uma escada na calçada em seu caminho. Ou mesmo um galhinho de arruda atrás da orelha. Lembre-se ainda do levantar com o pé esquerdo, de entrar e sair de qualquer casa pela mesma porta, ou do bater três vezes na madeira quando alguém fala algo ruim. Se quisermos avançar um pouco mais, ainda nos lembraremos da roupa branca na noite da virada de ano. Será possível ainda recordar a consulta diária ao horóscopo, o evitar ingerir certos líquidos ou alimentos em determinados dias do ano, e mesmo a vassoura atrás da porta ou o "comigo ninguém pode" plantada na frente de casa para protegê-la. Quantas crendices e superstições cercam nossas vidas.
O dicionário da língua portuguesa define a palavra superstição como sentimento religioso excessivo ou errôneo, crença errônea, temor absurdo de coisas imaginárias, entre outras bem claras definições. Por que estas crenças tomam conta de nós e nos causam medo?
Como imaginar que um simples gato preto ou a presença de uma inocente coruja no telhado
possa significar algo de ruim? Como acreditar que o pé que primeiro pisa no chão, de manhã, pode determinar o que vai acontecer naquele dia? E mais, como entender que devermos sair pela mesma porta que entramos, pois se não o fizermos, não regressaremos para aquela casa nunca mais? E que tipo de influência a roupa branca pode causar na passagem de ano? Ou será mesmo que acreditamos que bater três vezes na madeira pode alterar o rumo das coisas? E tem algo a ver com a grandeza da vida o fato de ingerirmos certos alimentos em determinados dias, por imposição de medos imaginários?
Nossa felicidade ou nossa desgraça não dependem dessas coisas. Elas estão determinadas pela postura e pelo comportamento que adotamos diante dos fatos da vida. São as opções de vida que determinam os acontecimentos. Opções de caráter reto, digno, honesto, geram resultados de paz de consciência. Atos imorais geram aflições, intranquilidade, falta de sossego na alma.
Muito antes, os pensamentos, a intenção e a vontade é que atraem situações provocadoras de aflições ou sofrimentos. Pensando no mal, alimentando inveja e ciúme, rancor ou sentimento de vingança, com isso facilitaremos a ocorrência de situações desagradáveis. O inverso também é real: pensando no bem, nutrindo pensamentos de amor ao próximo, de confiança em Deus, estaremos sintonizados com Deus e vamos desfrutar de paz e harmonia interior.
Gestos, roupas especiais, objetos materiais, acessórios místicos, atitudes impostas não possuem o poder de nos proteger ou mudar o rumo dos acontecimentos. Estes são sim alterados pela nossa decisão e opção pessoal.

Libertemo-nos dessas crendices que, muitas vezes, são verdadeiros cativeiros em nossa vida. Aprendamos a viver livres de superstições, tomando posse de nossa herança de filhos/as de Deus, ao invés de nos prendermos a ideias impostas para criar medo e dependência. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Não vivamos a nossa vida reféns de superstições. Sexta-feira -13. Um dia abençoado por Deus como todos os outros dias.

Texto adaptado por Sissi Georg e Jonas Krause - Paróquia de Tapejara/RS

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